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domingo, 7 de novembro de 2010

De quantitate vitae

Ainda que procure descrever aquilo que penso ser o que está a se passar dentro de mim, não será, concretamente, o que de fato é...
Ainda que minhas palavras detenham veemência plena e absoluta, jamais serão aquilo que deveriam ser.
Penso ainda, que mesmo que escrevesse inúmeros livros, ensaios, poesias, canções, desenvolvesse campos harmônicos complexos e melodias surpreendentemente inebriantes, jamais será o que, de fato estaria dentro de mim...
"Vós sois sal de terra e luz do mundo..." (Mt 5, 1-16 - revisar todo o contexto) faz com que eu centre meus pensamento no que sou e no que devo ser... sobre o que fui? Isso não cabe a mim, pois já está nas mãos de Deus. Sobre o que sou, tenho percebido (e amado essa descoberta) que preciso e há tanto que aprender!! Descobri que não temos limites... ainda que busquemos impô-los em nossas vidas! Não, não há... o que há, de fato, é uma singular máxima a ser empregada em nossas vidas: "Deus, Senhor meu, o que queres de mim? O que deve ser decidido em minha vida por Ti e para Ti?", pois, em verdade, não somos nada... Somos apenas uma gota no oceano que é o Paráclito... É necessário ter profunda consciência disso... mas... falta tanto...
E sobre "o que devo ser"?...
É simples... mas complexamente divino...
Buscar ser aquilo que não é terreno, ainda que todos sejamos, a priori, terrenos, entretanto, em aspecto temporal... Crer no cristianismo (em particular, na fé Católica, esta, à que pertenço) nos remete à realidade de que somos "filhos do Céu"... e todos sabemos disso... Vivemos num caminho sem volta... Se vamos a algum lugar, algum dia, de lá não voltaremos a menos que seja chegada a hora do Juízo...
Será que tenho buscado ser aquilo que devo ser?
Será que tenho buscado não julgar (lembrando que todos seremos julgados - isto serve para os que crêem nessa doutrina) e procurado viver o que é bom para mim, em essência?
É preciso estar em profunda oração... é preciso buscar o silêncio... é necessário alcançar o distanciamento do "EU" comigo mesmo... e procurar pensar na Perfeição: "Sendo Deus a verdadeira e única perfeição, por que não Lhe perguntar o que é, de fato, bom para mim? De que EU teria receio?" ... Da verdade, talvez? Sim... a verdade que vem da Perfeição...
Temos uma imensa potência chamada "vida" e a desperdiçamos demasiadamente enquanto estamos "vivos"...
Há uma bela frase sobre a morte, que diz: "Ao morrer aqui, não estarei perdendo minha vida, mas entrando para a vida eterna".

Paz e bem a todos... :)

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